Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

VAMBORA...

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“Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva…

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Na cinza das horas…”

(Adriana Calcanhoto)



escrito por Ritisabel às 15:27

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7 comentários:
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 15:27
Delicioso ouvir esta música bem enroscadinha...Cerejinha
(http://www.cerejasmaduras.blogspot.com)
(mailto:cereja_madura@hotmail.com)
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 10:38
Já entrei ...
E hei-de entrar muitas mais vezes ...
Pela tua porta ...
Sempre ...

Mil Bjks da Matilde
miguel
(http://umsonhochamadomatilde.blogspot.com)
(mailto:miguelangelobrito@gmail.com)
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 09:16
Essa música é linda também me transporta para uns momentos magnificos.

Bjokassol13
(http://sol13.blogs.sapo.pt)
(mailto:sfiao@hotmail.com)
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 08:34
Os perfumes que ficam para sempre guardados nas nossas memórias.... que bom... Depois, muito depois já mal nos lembramos das coisas mas ao recheirar o perfume vem á nossa mente determinadas recordações.PDivulg
(http://lacosazuis.blogs.sapo.pt)
(mailto:pdivulg@sapo.pt)
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 23:12
Traz-me recordações esta música... muitas recordações!

BjinhoClitie
(http://vidaemonologo.blogspot.com)
(mailto:vidaemonologo@gmail.com)
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 19:49
ARTE DE CHEIRAR...................
Vem, amor,
sentir meus cheiros
Vem amor, vou te guiar
Vem, que urge sermos ser cegos
Nessa arte de cheirar

Urge também
seres mudo
Se pretendes conhecer
A magia desse mundo
de fragrâncias e prazer

Então vem,
cerra teus olhos,
e começa a te embrenhar
pelos fios dos meus cabelos
como um gato a explorar...

descobrindo
em cada fio,
um mistério diferente
que se esconde e se revela
numa emanação ardente

Docemente,
docemente
pelas minhas costas desça
que esse inebriante aroma
te invade dos pés à cabeça

é um cheiro
de alecrim
de mato, de terra molhada
que aspiras com volúpia
me deixando arrepiada

Teu hálito
em minha cintura
como uma brisa caliente
faz que eu gire e me enrosque
em ti como uma serpente

Deita-me
Então com doçura
Mas não te deixes atar
Pois é nos meus pés agora
Que deves te concentrar

Calma
e vagarosamente
pelas minhas pernas siga
Sinta uma, ora outra,
Esse aroma que te intriga

É um aroma
que te envolve
- como teia, como laço -
É exótico, excitante
esse cheiro de mormaço

Denuncia
esse perfume
o endereço da ventura
É a chave que abre a porta
por onde entra a loucura

E diante
desse cheiro
de mato, de maresia
estremeces de prazer,
em êxtase, em agonia

e pela
única vez
nessa peregrinação,
deves tocar-me com um beijo
que sele a nossa união

Sei que queres
- eu também quero -
fazer nesse porto morada
mas outras essências te esperam
nessa tua caminhada

Adiante
existe um prado
de onde emana calmaria
descansa, amor, em meu ventre
que é sombra e relva macia

O umbigo
é como um lago,
onde um narciso encantado
exala um intenso aroma
que te deixa enfeitiçado

Continue
até meu colo,
como quem margeia um riacho
Os seios - ah! Os seios têm cheiro
de doce de leite no tacho

Mas apenas
aspire fundo
- não ceda a essa tua fome -
sinta a subtil diferença
desses gémeos de um só nome

Meu corpo
é como um rio
não esqueça, pois, os braços
por onde circula a seiva
do mais perfumado abraço

No pescoço,
que gostoso!
é sentir o teu fungar
Sei que estás embriagado
Mas tens que continuar

Minha face
tem um cheiro
de fruta doce e madura
que te dá água na boca
mas te enche de ternura

o nariz
inspira desejo
o nariz expira tesão
os lábios liberam partículas
de refinada paixão

Chegastes,
enfim, às janelas
da minha alma sedenta
e duas lágrimas brotam
dessa fonte de água benta

Abre teus olhos,
alquimista
e te deixa iluminar
por essa luz, esse brilho
que acendestes
em meu olhar

Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 18:55
Muito bonito poema, cheio de nostalgia...beijinhos e Feliz NatalMaria Monteiro
(http://momentosmagicos.blogs.sapo.pt)
(mailto:Mmaria_monteiro@sapo.pt)

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